Com vendas menores e altos estoques, a saída para atrair os consumidores de volta para as lojas passa pelas liquidações, que devem começar logo após o Dia das Mães.

A velha disputa entre a liquidez e a lucratividadedeve se intensificar nos próximos meses por conta da queda nas vendas do varejo, que refletem a erosão da renda do consumidor com a alta da inflação. É o que acredita o professor de Administração da ESPM, Adriano Gomes.

"Em um futuro próximo deve começar a temporada de liquidações. Diminuem-se as margens de lucroem prol da formação de caixa para o pagamento dos fornecedores", diz ele.

As grandes redes varejistas, têm maior poder de barganha e, em alguns casos, contam com compras consignadas, que só são faturadas quando o produto passa pela caixa registradora. "Me preocupa os pequenos e médios varejistas, que estão mais suscetíveis às turbulências." Segundo Gomes, o pequeno varejo normalmente tem 60 dias para pagar aos fornecedores, contra até 90 dias das grandes redes .

Dоuglas Carvalho, da Target Advisor, concorda com Gomes que a pior situação está mesmo entre as pequenas e médias, sobretudo as do setor de vestuário. Segundo ele, 99% delas faturam menos de R$ 100 milhões ao ano e, destes 99%, 65% faturam abaixo de R$ 50 milhões.

"Um varejista que fatura por ano R$ 80 milhões, tem tido custos altos por conta da carga tributária e dos aluguéis de lojas. Muitos estão saindo dos shoppings e buscando as lojas de rua para reduzir custos. Segundo ele, uma saída para elas pode ser a compra conjunta, que lhes dá maior poder de barganha.

"Isso está se tornando tendência. Há um movimento que vai se fortalecendo no pequeno varejo de unir esforços e comprar em conjunto. Essas aquisições também são positivas porque costumam focar apenas aquilo que pode ser efetivamente vendido", comenta o analista da Target.

A média do estoque no varejo costuma ser de entre 60 e 90 dias. "Volumes de vendas menores significam estoque maior. A cada dia que a mercadoria fica no depósito isso tem um custo", explica Gomes. Para equacionar essa conta, segundo o especialista, não há fórmula mágica.
Com vendas menores e altos estoques, a saída para atrair os consumidores de volta para as lojas passa pelas liquidações, que devem começar logo após o Dia das Mães.

A velha disputa entre a liquidez e a lucratividadedeve se intensificar nos próximos meses por conta da queda nas vendas do varejo, que refletem a erosão da renda do consumidor com a alta da inflação. É o que acredita o professor de Administração da ESPM, Adriano Gomes.

"Em um futuro próximo deve começar a temporada de liquidações. Diminuem-se as margens de lucroem prol da formação de caixa para o pagamento dos fornecedores", diz ele.

As grandes redes varejistas, têm maior poder de barganha e, em alguns casos, contam com compras consignadas, que só são faturadas quando o produto passa pela caixa registradora. "Me preocupa os pequenos e médios varejistas, que estão mais suscetíveis às turbulências." Segundo Gomes, o pequeno varejo normalmente tem 60 dias para pagar aos fornecedores, contra até 90 dias das grandes redes .

Dоuglas Carvalho, da Target Advisor, concorda com Gomes que a pior situação está mesmo entre as pequenas e médias, sobretudo as do setor de vestuário. Segundo ele, 99% delas faturam menos de R$ 100 milhões ao ano e, destes 99%, 65% faturam abaixo de R$ 50 milhões.

"Um varejista que fatura por ano R$ 80 milhões, tem tido custos altos por conta da carga tributária e dos aluguéis de lojas. Muitos estão saindo dos shoppings e buscando as lojas de rua para reduzir custos. Segundo ele, uma saída para elas pode ser a compra conjunta, que lhes dá maior poder de barganha.

"Isso está se tornando tendência. Há um movimento que vai se fortalecendo no pequeno varejo de unir esforços e comprar em conjunto. Essas aquisições também são positivas porque costumam focar apenas aquilo que pode ser efetivamente vendido", comenta o analista da Target.

A média do estoque no varejo costuma ser de entre 60 e 90 dias. "Volumes de vendas menores significam estoque maior. A cada dia que a mercadoria fica no depósito isso tem um custo", explica Gomes. Para equacionar essa conta, segundo o especialista, não há fórmula mágica.
"Em um futuro próximo, o setor varejista terá que queimar o estoque, promovendo liquidações. A margem de alimentos, que costuma ser de entre 20 a 25% do preço final do produto no ponto de venda, deverá ser reduzida. Assim como a de eletroeletrônicos, cuja margem não é de entre 15% e 20% do preço na etiqueta." Para Gomes, a estratégia de substituir marcas mais caras por mais baratas, adotada por alguns, não é extremamente perigosa em momentos como esse porque pode esbarrar na rejeição na ponta - a dos consumidores, que não encontrarão naquele estabelecimento suas marcas preferidas. Se por um lado a manutenção de altos estoques não é inviável por conta dos custos, o nível baixo de mercadorias também não não é a solução ideal porque se o cliente não achar o que procura ali, comprará em outro lugar. E, ao comprar menos do fornecedor, a loja perde seu poder de negociação junto aos fabricantes. A inflação já provocou um reajuste nos estoques do varejo. Em fevereiro ele foi 4% menor, quando comprado com o mesmo mês de 2012 - quando o setor apresentou a primeira desaceleração em uma década. Para aquelas empresas que investiram em ferramentas para a gestão de estoque, o dano causado pela inflação foi ligeiramente menor, de 3,7%. Mas, segundo Gomes, empresas com ferramentas de gestão ainda são minoria no cenário nacional. Na avaliação do economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por ser o vilão da inflação, o item Alimentos, dos supermercados, corresponde a um quarto do volume do varejo no Brasil e não é o segmento que mais têm sofrido. "É sintomático", ressalta. "A inflação sobe, o varejo cresce menos e precisa adaptar o nível de estoque ao ritmo de vendas". A CNC estima que o setor varejista vá fechar 2013 com alta de 5%, depois crescer 8,4% no ano passado. "Em 2012 a redução do IPI ajudou em dois pontos percentuais esse desempenho", afirma. "Não haverá essa influência este ano."
"Em um futuro próximo, o setor varejista terá que queimar o estoque, promovendo liquidações. A margem de alimentos, que costuma ser de entre 20 a 25% do preço final do produto no ponto de venda, deverá ser reduzida. Assim como a de eletroeletrônicos, cuja margem não é de entre 15% e 20% do preço na etiqueta." Para Gomes, a estratégia de substituir marcas mais caras por mais baratas, adotada por alguns, não é extremamente perigosa em momentos como esse porque pode esbarrar na rejeição na ponta - a dos consumidores, que não encontrarão naquele estabelecimento suas marcas preferidas. Se por um lado a manutenção de altos estoques não é inviável por conta dos custos, o nível baixo de mercadorias também não não é a solução ideal porque se o cliente não achar o que procura ali, comprará em outro lugar. E, ao comprar menos do fornecedor, a loja perde seu poder de negociação junto aos fabricantes. A inflação já provocou um reajuste nos estoques do varejo. Em fevereiro ele foi 4% menor, quando comprado com o mesmo mês de 2012 - quando o setor apresentou a primeira desaceleração em uma década. Para aquelas empresas que investiram em ferramentas para a gestão de estoque, o dano causado pela inflação foi ligeiramente menor, de 3,7%. Mas, segundo Gomes, empresas com ferramentas de gestão ainda são minoria no cenário nacional. Na avaliação do economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por ser o vilão da inflação, o item Alimentos, dos supermercados, corresponde a um quarto do volume do varejo no Brasil e não é o segmento que mais têm sofrido. "É sintomático", ressalta. "A inflação sobe, o varejo cresce menos e precisa adaptar o nível de estoque ao ritmo de vendas". A CNC estima que o setor varejista vá fechar 2013 com alta de 5%, depois crescer 8,4% no ano passado. "Em 2012 a redução do IPI ajudou em dois pontos percentuais esse desempenho", afirma. "Não haverá essa influência este ano."
Liquidar gordura não é vital para varejista

Por: Brasil Econômico

Brasil Econômico: Liquidar gordura não é ferramenta vital para o setor varejista

Por: Brasil Econômico

Com vendas menores e altos estoques, a saída para atrair os consumidores de volta para as lojas passa pelas liquidações, que devem começar logo após o Dia das Mães.

A velha disputa entre a liquidez e a lucratividadedeve se intensificar nos próximos meses por conta da queda nas vendas do varejo, que refletem a erosão da renda do consumidor com a alta da inflação. É o que acredita o professor de Administração da ESPM, Adriano Gomes.

“Em um futuro próximo deve começar a temporada de liquidações. Diminuem-se as margens de lucroem prol da formação de caixa para o pagamento dos fornecedores”, diz ele.

As grandes redes varejistas, têm maior poder de barganha e, em alguns casos, contam com compras consignadas, que só são faturadas quando o produto passa pela caixa registradora. “Me preocupa os pequenos e médios varejistas, que estão mais suscetíveis às turbulências.” Segundo Gomes, o pequeno varejo normalmente tem 60 dias para pagar aos fornecedores, contra até 90 dias das grandes redes .

Dоuglas Carvalho, da Target Advisor, concorda com Gomes que a pior situação está mesmo entre as pequenas e médias, sobretudo as do setor de vestuário. Segundo ele, 99% delas faturam menos de R$ 100 milhões ao ano e, destes 99%, 65% faturam abaixo de R$ 50 milhões.

“Isso está se tornando tendência. Há um movimento que vai se fortalecendo no pequeno varejo de unir esforços e comprar em conjunto. Essas aquisições também são positivas porque costumam focar apenas aquilo que pode ser efetivamente vendido”, comenta o analista da Target Advisor.

“Um varejista que fatura por ano R$ 80 milhões, tem tido custos altos por conta da carga tributária e dos aluguéis de lojas. Muitos estão saindo dos shoppings e buscando as lojas de rua para reduzir custos. Segundo ele, uma saída para elas pode ser a compra conjunta, que lhes dá maior poder de barganha.

“Isso está se tornando tendência. Há um movimento que vai se fortalecendo no pequeno varejo de unir esforços e comprar em conjunto. Essas aquisições também são positivas porque costumam focar apenas aquilo que pode ser efetivamente vendido”, comenta o analista da Target Advisor.

A média do estoque no varejo costuma ser de entre 60 e 90 dias. “Volumes de vendas menores significam estoque maior. A cada dia que a mercadoria fica no depósito isso tem um custo”, explica Gomes. Para equacionar essa conta, segundo o especialista, não há fórmula mágica.

“Em um futuro próximo, o setor varejista terá que queimar o estoque, promovendo liquidações. A margem de alimentos, que costuma ser de entre 20 a 25% do preço final do produto no ponto de venda, deverá ser reduzida. Assim como a de eletroeletrônicos, cuja margem não é de entre 15% e 20% do preço na etiqueta.”

Para Gomes, a estratégia de substituir marcas mais caras por mais baratas, adotada por alguns, não é extremamente perigosa em momentos como esse porque pode esbarrar na rejeição na ponta – a dos consumidores, que não encontrarão naquele estabelecimento suas marcas preferidas.

Se por um lado a manutenção de altos estoques não é inviável por conta dos custos, o nível baixo de mercadorias também não não é a solução ideal porque se o cliente não achar o que procura ali, comprará em outro lugar. E, ao comprar menos do fornecedor, a loja perde seu poder de negociação junto aos fabricantes.

A inflação já provocou um reajuste nos estoques do varejo. Em fevereiro ele foi 4% menor, quando comprado com o mesmo mês de 2012 – quando o setor apresentou a primeira desaceleração em uma década.

Para aquelas empresas que investiram em ferramentas para a gestão de estoque, o dano causado pela inflação foi ligeiramente menor, de 3,7%. Mas, segundo Gomes, empresas com ferramentas de gestão ainda são minoria no cenário nacional.

Na avaliação do economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por ser o vilão da inflação, o item Alimentos, dos supermercados, corresponde a um quarto do volume do varejo no Brasil e não é o segmento que mais têm sofrido. “É sintomático”, ressalta. “A inflação sobe, o varejo cresce menos e precisa adaptar o nível de estoque ao ritmo de vendas”.

A CNC estima que o setor varejista vá fechar 2013 com alta de 5%, depois crescer 8,4% no ano passado. “Em 2012 a redução do IPI ajudou em dois pontos percentuais esse desempenho”, afirma. “Não haverá essa influência este ano.”

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