RIO. A conclusão da compra do controle da Osklen pela Alpargatas é mais uma etapa de uma forte consolidação que ocorre no varejo de moda do país, que segundo alguns analistas de mercado fatura até R$ 172 bilhões por ano. Totalmente pulverizado, o setor tem passado por grandes transformações nos últimos anos, que levaram ao fechamento de marcas tradicionais, fusões e aquisições de empresas concorrentes e reposicionamento de competidores que agora sofrem com chegada de gigantes globais que aportam no Brasil.

— O setor é muito pulverizado. Se somarmos o faturamento das quatro maiores do grande varejo (Riachuelo, Renner, C&A e Marisa) não chega a 5% do mercado. E é um setor ainda muito informal e centralizado no dono/estilista. Tanto é assim que, das grandes marcas jovens dos anos 80 (775, Tkts, OP, Company, Side Walk, Pakalolo, Costume, Londo Fog, por exemplo), apenas a Side Walk, de calçados, se mantém importante, e porque soube mudar seu foco — exemplifica Douglas Carvalho Jr., consultor da Target Advisor.

Ele afirma que até o ano 2000 o setor de moda tinha muitas empresas informais, algumas com recebimento em cheque ou dinheiro para criar caixa 2 e pagando parte do salário dos vendedores por fora. Carvalho Jr. conta que viu casos de empresas que, para ter nove lojas, tinha nove CNPJs diferentes. Assim, os fundos de investimento tentaram entrar, mas fugiram com medo dos problemas.

Especialista no mercado contam que, com o tempo, contudo, alguns grupos foram se profissionalizando e criando condições para novos negócios. Porém, nesta primeira etapa, muitos problemas surgiram, pois não havia boa relação entre o dono/idealizador da marca/estilista com o novo sócio controlador. No mercado circulam boatos, por exemplo, que a Forum atualmente fatura apenas um terço do que faturava antes de ser adquirida pela Colcci. Marcas como Rosa Chá, Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch passaram por fortes problemas de adaptação.

— O setor de moda tem muitas particularidades e cada marca tem suas características. Quem tentou entrar utilizando apenas as táticas de mercado acabou tendo problemas. Mas, agora, vemos movimentos muito mais pensados, o caso da Osklen, por exemplo: quem está comprando é a Alpargatas, que entende de moda e fez as Havaianas virarem um caso de sucesso mundial — afirma André Carvalhal, professor de diversas faculdades, autor do livro “A moda imita a vida” e diretor de marketing da Farm, que está concluindo sua fusão com a Animale.
RIO. A conclusão da compra do controle da Osklen pela Alpargatas é mais uma etapa de uma forte consolidação que ocorre no varejo de moda do país, que segundo alguns analistas de mercado fatura até R$ 172 bilhões por ano. Totalmente pulverizado, o setor tem passado por grandes transformações nos últimos anos, que levaram ao fechamento de marcas tradicionais, fusões e aquisições de empresas concorrentes e reposicionamento de competidores que agora sofrem com chegada de gigantes globais que aportam no Brasil.

— O setor é muito pulverizado. Se somarmos o faturamento das quatro maiores do grande varejo (Riachuelo, Renner, C&A e Marisa) não chega a 5% do mercado. E é um setor ainda muito informal e centralizado no dono/estilista. Tanto é assim que, das grandes marcas jovens dos anos 80 (775, Tkts, OP, Company, Side Walk, Pakalolo, Costume, Londo Fog, por exemplo), apenas a Side Walk, de calçados, se mantém importante, e porque soube mudar seu foco — exemplifica Douglas Carvalho Jr., consultor da Target Advisor.

Ele afirma que até o ano 2000 o setor de moda tinha muitas empresas informais, algumas com recebimento em cheque ou dinheiro para criar caixa 2 e pagando parte do salário dos vendedores por fora. Carvalho Jr. conta que viu casos de empresas que, para ter nove lojas, tinha nove CNPJs diferentes. Assim, os fundos de investimento tentaram entrar, mas fugiram com medo dos problemas.

Especialista no mercado contam que, com o tempo, contudo, alguns grupos foram se profissionalizando e criando condições para novos negócios. Porém, nesta primeira etapa, muitos problemas surgiram, pois não havia boa relação entre o dono/idealizador da marca/estilista com o novo sócio controlador. No mercado circulam boatos, por exemplo, que a Forum atualmente fatura apenas um terço do que faturava antes de ser adquirida pela Colcci. Marcas como Rosa Chá, Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch passaram por fortes problemas de adaptação.

— O setor de moda tem muitas particularidades e cada marca tem suas características. Quem tentou entrar utilizando apenas as táticas de mercado acabou tendo problemas. Mas, agora, vemos movimentos muito mais pensados, o caso da Osklen, por exemplo: quem está comprando é a Alpargatas, que entende de moda e fez as Havaianas virarem um caso de sucesso mundial — afirma André Carvalhal, professor de diversas faculdades, autor do livro “A moda imita a vida” e diretor de marketing da Farm, que está concluindo sua fusão com a Animale.
Carvalho, da Target, explica que hoje em dia começa a haver um entendimento melhor do setor e que as fusões vão continuar: —Vemos muito movimentos de empresas pequenas, uma com faturamento de R$ 100 milhões, outra com faturamento de R$ 80 milhões e uma terceira com faturamento de R$ 60 milhões pensando em fazer uma fusão. De cara, há ganhos financeiros com a unificação de setores como RH, TI, sinergias. E, assim uma empresa com um porte maior acaba sendo mais atrativa para um banco de investimento. Mas, para isso, é preciso que o dono abra mão do controle total de sua marca, isso é muito difícil, o setor é muito personalista. Além disso, o Brasil tem ganho importância para grupos como Zara, Gap e Forever 21 que entraram com força no país, o que ajuda a explicar problemas de marcas tradicionais, como a Maria Bonita Extra e a Toten. Problemas de gestão e o alto custo de pontos de venda também atrapalham. Por outro lado, grandes grupos nacionais começam a se formar, como a Inbrands (que reúne marcas como VR, Richards, Salinas, Bobstore, Ellus, entre outros), Restoque (Bo.bo, Le lis Blanc Deux, John John) e o Grupo Sacada, que reúne empresas como Oh, Boy! e Addict, movimentando o setor. Mas nem todos os especialistas enxergam o mercado tão bem assim. Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Imei), especializado em moda, afirma que o interesse das empresas estrangeiras não é tão grande. Ele aponta que apenas 10 empresas entraram no Brasil nos últimos dez anos e citou casos como o da sueca H&M, que há anos estuda o mercado nacional sem efetivamente aportar no Brasil: — Parece que ficamos caros antes de ficarmos ricos — disse Prado, citando os altos custos e a complexidade tributária como pontos que assustam as empresas estrangeiras. Embora o mercado de modo tenha crescido menos nos últimos anos por causa da queda da atividade econômica, ele acredita que o mercado ainda vai se consolidar, focado em empresas nacionais: — Quando vemos o ranking das 20 maiores empresas do país vemos 10 compradoras e 10 sendo compradas — disse ele.
Carvalho, da Target, explica que hoje em dia começa a haver um entendimento melhor do setor e que as fusões vão continuar: —Vemos muito movimentos de empresas pequenas, uma com faturamento de R$ 100 milhões, outra com faturamento de R$ 80 milhões e uma terceira com faturamento de R$ 60 milhões pensando em fazer uma fusão. De cara, há ganhos financeiros com a unificação de setores como RH, TI, sinergias. E, assim uma empresa com um porte maior acaba sendo mais atrativa para um banco de investimento. Mas, para isso, é preciso que o dono abra mão do controle total de sua marca, isso é muito difícil, o setor é muito personalista. Além disso, o Brasil tem ganho importância para grupos como Zara, Gap e Forever 21 que entraram com força no país, o que ajuda a explicar problemas de marcas tradicionais, como a Maria Bonita Extra e a Toten. Problemas de gestão e o alto custo de pontos de venda também atrapalham. Por outro lado, grandes grupos nacionais começam a se formar, como a Inbrands (que reúne marcas como VR, Richards, Salinas, Bobstore, Ellus, entre outros), Restoque (Bo.bo, Le lis Blanc Deux, John John) e o Grupo Sacada, que reúne empresas como Oh, Boy! e Addict, movimentando o setor. Mas nem todos os especialistas enxergam o mercado tão bem assim. Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Imei), especializado em moda, afirma que o interesse das empresas estrangeiras não é tão grande. Ele aponta que apenas 10 empresas entraram no Brasil nos últimos dez anos e citou casos como o da sueca H&M, que há anos estuda o mercado nacional sem efetivamente aportar no Brasil: — Parece que ficamos caros antes de ficarmos ricos — disse Prado, citando os altos custos e a complexidade tributária como pontos que assustam as empresas estrangeiras. Embora o mercado de modo tenha crescido menos nos últimos anos por causa da queda da atividade econômica, ele acredita que o mercado ainda vai se consolidar, focado em empresas nacionais: — Quando vemos o ranking das 20 maiores empresas do país vemos 10 compradoras e 10 sendo compradas — disse ele.
Faturam R$170 bil, varejo moda consolida

Por: HENRIQUE GOMES BATISTA

O Globo: Com faturamento de R$ 170 bilhões, varejo de moda vive consolidação

Por: HENRIQUE GOMES BATISTA

RIO. A conclusão da compra do controle da Osklen pela Alpargatas é mais uma etapa de uma forte consolidação que ocorre no varejo de moda do país, que segundo alguns analistas de mercado fatura até R$ 172 bilhões por ano. Totalmente pulverizado, o setor tem passado por grandes transformações nos últimos anos, que levaram ao fechamento de marcas tradicionais, fusões e aquisições de empresas concorrentes e reposicionamento de competidores que agora sofrem com chegada de gigantes globais que aportam no Brasil.

E é um setor ainda muito informal e centralizado no dono/estilista. Tanto é assim que, das grandes marcas jovens dos anos 80 (775, Tkts, OP, Company, Side Walk, Pakalolo, Costume, Londo Fog, por exemplo), apenas a Side Walk, de calçados, se mantém importante, e porque soube mudar seu foco — exemplifica Douglas Carvalho Jr., consultor da Target Advisor.

— O setor é muito pulverizado. Se somarmos o faturamento das quatro maiores do grande varejo (Riachuelo, Renner, C&A e Marisa) não chega a 5% do mercado. E é um setor ainda muito informal e centralizado no dono/estilista. Tanto é assim que, das grandes marcas jovens dos anos 80 (775, Tkts, OP, Company, Side Walk, Pakalolo, Costume, Londo Fog, por exemplo), apenas a Side Walk, de calçados, se mantém importante, e porque soube mudar seu foco — exemplifica Douglas Carvalho Jr., consultor da Target Advisor.

Ele afirma que até o ano 2000 o setor de moda tinha muitas empresas informais, algumas com recebimento em cheque ou dinheiro para criar caixa 2 e pagando parte do salário dos vendedores por fora. Carvalho Jr. conta que viu casos de empresas que, para ter nove lojas, tinha nove CNPJs diferentes. Assim, os fundos de investimento tentaram entrar, mas fugiram com medo dos problemas.

Especialista no mercado contam que, com o tempo, contudo, alguns grupos foram se profissionalizando e criando condições para novos negócios. Porém, nesta primeira etapa, muitos problemas surgiram, pois não havia boa relação entre o dono/idealizador da marca/estilista com o novo sócio controlador. No mercado circulam boatos, por exemplo, que a Forum atualmente fatura apenas um terço do que faturava antes de ser adquirida pela Colcci. Marcas como Rosa Chá, Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch passaram por fortes problemas de adaptação.

— O setor de moda tem muitas particularidades e cada marca tem suas características. Quem tentou entrar utilizando apenas as táticas de mercado acabou tendo problemas. Mas, agora, vemos movimentos muito mais pensados, o caso da Osklen, por exemplo: quem está comprando é a Alpargatas, que entende de moda e fez as Havaianas virarem um caso de sucesso mundial — afirma André Carvalhal, professor de diversas faculdades, autor do livro “A moda imita a vida” e diretor de marketing da Farm, que está concluindo sua fusão com a Animale.

Carvalho, da Target Advisor, explica que hoje em dia começa a haver um entendimento melhor do setor e que as fusões vão continuar:

—Vemos muito movimentos de empresas pequenas, uma com faturamento de R$ 100 milhões, outra com faturamento de R$ 80 milhões e uma terceira com faturamento de R$ 60 milhões pensando em fazer uma fusão. De cara, há ganhos financeiros com a unificação de setores como RH, TI, sinergias. E, assim uma empresa com um porte maior acaba sendo mais atrativa para um banco de investimento. Mas, para isso, é preciso que o dono abra mão do controle total de sua marca, isso é muito difícil, o setor é muito personalista.

Além disso, o Brasil tem ganho importância para grupos como Zara, Gap e Forever 21 que entraram com força no país, o que ajuda a explicar problemas de marcas tradicionais, como a Maria Bonita Extra e a Toten. Problemas de gestão e o alto custo de pontos de venda também atrapalham. Por outro lado, grandes grupos nacionais começam a se formar, como a Inbrands (que reúne marcas como VR, Richards, Salinas, Bobstore, Ellus, entre outros), Restoque (Bo.bo, Le lis Blanc Deux, John John) e o Grupo Sacada, que reúne empresas como Oh, Boy! e Addict, movimentando o setor.

Mas nem todos os especialistas enxergam o mercado tão bem assim. Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Imei), especializado em moda, afirma que o interesse das empresas estrangeiras não é tão grande. Ele aponta que apenas 10 empresas entraram no Brasil nos últimos dez anos e citou casos como o da sueca H&M, que há anos estuda o mercado nacional sem efetivamente aportar no Brasil:

 

— Parece que ficamos caros antes de ficarmos ricos — disse Prado, citando os altos custos e a complexidade tributária como pontos que assustam as empresas estrangeiras.

Embora o mercado de modo tenha crescido menos nos últimos anos por causa da queda da atividade econômica, ele acredita que o mercado ainda vai se consolidar, focado em empresas nacionais:

— Quando vemos o ranking das 20 maiores empresas do país vemos 10 compradoras e 10 sendo compradas — disse ele.

 

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